Vendaval histórico em São Paulo leva Climatempo a rever metodologia de ventos
- Redação

- 18 de dez. de 2025
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O vendaval que atingiu a capital paulista na última quarta-feira marcou um ponto de inflexão na forma como eventos extremos de vento são analisados no Brasil. Após rajadas de até 96,3 km/h registradas sem a presença de chuva, a Climatempo anunciou que passará a diferenciar ventos fortes em condições secas daqueles associados a tempestades, alinhando-se a práticas já adotadas nos Estados Unidos.
Segundo a empresa, a intensidade e a duração do fenômeno abriram um precedente técnico. Até então, episódios dessa magnitude em São Paulo estavam quase sempre ligados a temporais. Desta vez, o vento persistiu por horas sob céu firme, evidenciando um novo comportamento atmosférico e exigindo uma leitura mais refinada dos dados meteorológicos.
O evento esteve associado à atuação de um ciclone extratropical formado sobre o continente, e não no oceano, como é mais comum. Essa configuração permitiu a chegada de ar seco e ventos intensos à região metropolitana, sem a formação de nuvens carregadas. Para especialistas, trata-se de um sinal claro de que a dinâmica climática está se tornando mais complexa e menos previsível.
A mudança de metodologia busca melhorar a análise de risco, a emissão de alertas e a resposta das autoridades. Em um contexto de aquecimento global e maior energia na atmosfera, a expectativa é que episódios semelhantes se tornem mais frequentes, reforçando a necessidade de sistemas de monitoramento mais precisos e decisões baseadas em dados cada vez mais granulares.

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