Homem que deu a volta ao mundo a pé se aproxima do fim após 27 anos de jornada
- Redação

- 30 de dez. de 2025
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Depois de quase três décadas caminhando pelo planeta, o britânico Karl Bushby está perto de concluir uma das jornadas mais longas e simbólicas da história das grandes expedições contemporâneas. Iniciada em 1998, a travessia de 58 mil quilômetros a pé tinha previsão inicial de 12 anos, mas foi impactada por guerras, entraves geopolíticos e dificuldades para obtenção de vistos, desafios que redefiniram completamente o cronograma.
Ao longo do percurso, Karl atravessou as Américas, parte da Ásia e agora avança pela Europa, com expectativa de retornar ao Reino Unido em 2026. Entre os marcos mais extremos da viagem estão a travessia do Estreito de Bering a pé, sobre gelo instável, e a natação de 300 quilômetros no Mar Cáspio para contornar bloqueios diplomáticos. Cada decisão refletiu resiliência, adaptação e visão de longo prazo.
Por trás da façanha, há também uma narrativa humana potente. Diagnosticado com dislexia na adolescência e vítima de bullying, Karl transformou obstáculos pessoais em combustível para a disciplina e a consistência que sustentaram o projeto por quase 30 anos. A história ganha ainda mais força pela perspectiva de sua mãe, Angela Bushby, que acompanhou a jornada à distância, equilibrando orgulho, preocupação e esperança.
Mais do que um feito físico, a caminhada de Karl Bushby se consolida como um case extremo de propósito, gestão do risco e perseverança, atributos cada vez mais valorizados em um mundo que exige visão estratégica e capacidade de atravessar ciclos longos de incerteza.

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