China propõe novas regras para IA que simula humanos
- Redação

- 29 de dez. de 2025
- 1 min de leitura

A China avançou na governança da inteligência artificial ao colocar em consulta pública um conjunto de regras voltadas a ferramentas que simulam personalidades humanas e criam vínculos emocionais com usuários. O movimento sinaliza uma estratégia clara: acelerar a inovação sem perder controle regulatório, ética e segurança.
O foco da proposta está em serviços de IA que interagem por texto, imagem, áudio ou vídeo e reproduzem padrões de comportamento humano. O governo quer que os provedores assumam responsabilidade integral ao longo de todo o ciclo de vida do produto, com revisão de algoritmos, proteção de dados e transparência no uso.
Outro ponto-chave é o risco psicológico. As regras exigem que as plataformas monitorem sinais de dependência emocional e intervenham quando necessário. Na prática, isso eleva o nível de accountability das empresas e reforça a mensagem de que engajamento não pode vir à custa da saúde mental dos usuários.
Também há limites claros de conteúdo: nada que ameace a segurança nacional, incentive violência ou dissemine desinformação. A leitura estratégica é direta, a China quer liderar a corrida da IA, mas com trilhos bem definidos. Para o mercado global, o recado é simples: regulação deixou de ser freio e passou a ser parte do jogo.

Comentários