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China consolida liderança global na corrida das baterias para veículos elétricos

  • Foto do escritor: Redação
    Redação
  • 24 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura

A trajetória que levou a China ao topo da cadeia global de baterias para veículos elétricos foi pavimentada por planejamento de longo prazo, agressividade industrial e visão estratégica. Em duas décadas, o país saiu de uma indústria incipiente, com apenas duas fabricantes relevantes, para responder por mais de 75% da produção mundial. Esse salto ganhou tração ainda nos anos 2000, quando os Jogos Olímpicos de Pequim serviram como vitrine tecnológica e laboratório para testar ônibus elétricos movidos por baterias de íons de lítio.


O governo chinês construiu um ecossistema blindado para suas empresas, combinando subsídios robustos, expansão acelerada de infraestrutura de recarga e regras que obrigavam montadoras a adotar baterias de fornecedores nacionais. A “lista branca”, válida por quatro anos, fechou o mercado interno para fabricantes estrangeiros e impulsionou grupos como CATL e BYD a dominar a inovação, a escala e a eficiência operacional. Esse conjunto de incentivos criou uma indústria capaz de transformar pesquisa em produção em ritmo recorde.


A ascensão chinesa também se destacou pela capacidade de integrar toda a cadeia produtiva, da mineração ao produto final. Grandes fabricantes adotaram modelos de integração vertical para reduzir custos e mitigar riscos de abastecimento, enquanto avançavam em automação e padronização, elementos cruciais para produzir baterias confiáveis e em escala massiva. O resultado foi um setor que combina velocidade, competitividade global e autonomia tecnológica.


Diante desse cenário, especialistas avaliam que a liderança conquistada pela China não deve ser ameaçada no curto prazo. A combinação de mercado interno colossal, políticas industriais coordenadas e um setor privado ágil consolidou uma vantagem estrutural difícil de replicar por Estados Unidos, Europa ou Japão. A corrida segue aberta, mas a distância construída pelos chineses cria um novo patamar de exigência para quem quiser disputar espaço nesse mercado bilionário.

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