Canetas emagrecedoras: o desafio de manter o peso após a interrupção
- Redação

- 23 de dez. de 2025
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O uso de medicamentos injetáveis para emagrecimento, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, transformou a relação de milhões de pessoas com a comida. Ao reduzir o apetite e aumentar a saciedade, essas terapias entregam resultados rápidos e consistentes, especialmente em casos onde dietas tradicionais falharam. O ponto de atenção surge quando o tratamento é interrompido.
Especialistas alertam que, ao parar o uso dos remédios, a fome pode retornar de forma intensa e acelerada. Estudos indicam que entre 60% e 80% do peso perdido pode ser recuperado em até três anos, caso não haja uma estratégia estruturada de transição. Na prática, o organismo tende a buscar o antigo ponto de equilíbrio, exigindo disciplina e acompanhamento contínuo.
Outro fator crítico é o suporte pós-tratamento. Autoridades de saúde defendem planos personalizados, com foco em reeducação alimentar, atividade física e acompanhamento psicológico. Sem esse ecossistema de apoio, o risco de efeito rebote aumenta, especialmente para quem utiliza a medicação por conta própria ou sem orientação médica adequada.
O consenso entre profissionais é claro: as canetas não são uma solução isolada, mas parte de uma jornada mais ampla de mudança de hábitos. O sucesso no longo prazo depende menos da medicação em si e mais da capacidade de construir um modelo sustentável de saúde, com decisões conscientes e visão de longo prazo.

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