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Austrália está removendo menores de 16 anos das redes sociais

  • Foto do escritor: Redação
    Redação
  • 8 de dez. de 2025
  • 1 min de leitura

A Austrália iniciou uma das mudanças mais rigorosas do mundo no uso de plataformas digitais por adolescentes. Antes da nova lei entrar em vigor no dia 10 de dezembro, a Meta começou a excluir contas de usuários menores de 16 anos no Instagram, Threads e Facebook. A medida responde a uma política nacional que obriga todas as grandes redes, incluindo TikTok e YouTube — a bloquear o acesso de crianças e adolescentes nessa faixa etária.


O governo defende que a iniciativa busca reduzir riscos associados aos algoritmos e proteger menores de conteúdos inadequados. A Meta afirma estar trabalhando em um processo contínuo de verificação, removendo perfis suspeitos e permitindo que os jovens façam download do histórico antes do bloqueio. Empresas que não cumprirem as exigências podem receber multas superiores a 49 milhões de dólares australianos.


A nova legislação enfrenta críticas do setor de tecnologia. Plataformas argumentam que a proibição pode levar adolescentes a tentar contornar o sistema com identidades falsas ou ferramentas de IA, criando brechas de segurança ainda maiores. A Meta defende que a verificação deveria ocorrer nas lojas de aplicativos, enquanto o YouTube afirma que a regra deixará jovens “menos seguros”, por permitir navegação sem login.


Mesmo sob contestação judicial, o governo insiste que a medida é necessária. Autoridades citam casos graves envolvendo exposição a conteúdos nocivos e afirmam que o impacto emocional nos jovens exige respostas mais firmes. Países como Malásia e Nova Zelândia já estudam seguir o mesmo caminho, enquanto o mundo observa se o modelo australiano conseguirá, de fato, redefinir a segurança digital infantil.

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